CIDADE EM MOVIMENTO

A MOBILIDADE EM PORTUGAL EM TEMPOS DE COVID19

Para quem tem carro próprio torna-se relativamente fácil evitar contactos nas deslocações. O mesmo já não se aplica para quem tem de se deslocar em transportes públicos.

As alternativas, que ao longo dos anos têm transformado a mobilidade urbana são óbvias e ainda aliam uma vertente ambiental: as bicicletas e trotinetes eléctricas.

Nem todos temos empregos que podem ser realizados a partir de casa pelo que houve quem continuasse a deslocar-se para o posto de trabalho.

De acordo com o “COVID-19 and urban mobility: impacts and perspectives”, um relatório elaborado pela Comissão dos Transportes e do Turismo (TRAN) da União Europeia, o recurso a transportes públicos e boleias partilhadas reduziu-se de forma muito significativa, apontando que a opção principal foram os veículos privados, carros e bicicletas e sempre que possível, a pé.

Em Portugal, e apoiados em aplicações desenvolvidas pela Apple e pelo Google, sabemos que a primeira opção dos portugueses é a deslocação de carro, seja próprio ou alugado e que a procura de transportes caiu em cerca de 35%, ao passo que a mobilidade para o trabalho caiu 17%.

De março até 14 de dezembro, de acordo com os dados do Google, houve uma redução de cerca de 41% relativamente às tendências de mobilidade em centrais de transportes públicos, uma quebra maior do que aquela que foi registada nos locais de trabalho, que ficou abaixo dos 26%.